Por Giovanna Alencar

Tem gente que diz que sofrer por amor é bobagem. E eu acreditei nisso por muito tempo, e para ser sincera, também julguei quem dizia sentir tanto pela partida de alguém. Bem, sofrer por amor não é bobagem. Depois de entender e vivenciar alguns fatores, sei que cada pessoa tem o seu tempo de superação. Sofrer por amor não é bobagem porque a gente entende como é se dedicar a algo para que no final não dê certo. Sofrer por amor não é bobagem porque quando você assume a responsabilidade de ter uma rotina com alguém isso se torna maior com o tempo, e a sensação de voltar a estar sozinho de começo não é nada maravilhosa.

Quando a gente ama alguém, não estabelecemos qualquer prazo de validade. Nós imaginamos que será eterno enquanto durar, e todo mundo quer que dure muito. Mas às vezes não dura, e sofrer por isso não é bobagem.

Conheço pessoas que dizem que sofrer por amor é perda de tempo, porque existem milhões de pessoas no mundo, e a gente sempre acaba encontrando outro alguém. Mas não dá para negar o vazio que fica quando o alguém que a gente quis se vai. Até tem quem supere rápido, só que sempre fica algo — um sorriso, o perfume, alguma mania.

Eu estou falando é de amor e não há nada parecido com ele. Estou falando de quando você ama muito uma pessoa e tudo acaba, por um deslize ou amigavelmente, seja como for. É sempre doloroso. Há sim o alívio, porém é ao mesmo tempo triste colocar um ponto final numa história.

Então, se é brega sofrer por amor, que sejamos todos bregas, que façamos essa bobagem de sofrer por amor.

O que eu quero dizer é: respeite o seu tempo. A superação virá em uma dia ou em um ano, não tem problema. O que não dá para fazer é ignorar a dorzinha de uma ausência. Você precisa enfrentá-la para seguir em frente.

Você não tem que sofrer para sempre, não é isso, mas de amor todo mundo já sofreu um dia, e todos nós aprendemos na marra sobre como lidar com as partidas, não é mesmo?

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Giovanna Alencar
Giovanna Alencar, 18 anos e estudante de Psicologia. Escritora por essência, e buscando sempre o meu lugar no mundo. Leio com a mesma frequência que escrevo. Amante das palavras.